
Satisfação do cliente: sem ela, seu negócio tende a naufragar
Entender como o seu cliente está se sentindo no atendimento ou loja, é essencial para obter sucesso e vida longa […]
Quando um cliente está prestes a realizar uma compra ou contratação, independente de qual seja o produto ou serviço, ele pode se separar com dois perfis de vendedores: aquele que “apenas” deseja vender; ou aquele que entende as necessidades do potencial cliente e oferece um verdadeiro remédio para sua dor.
O primeiro tipo de vendedor não aparenta se preocupar tanto com a entrega de algo que realmente entregue valor ao seu cliente. Já o segundo, por sua vez, coloca a satisfação deste cliente no centro, entregando valor desde o momento em que estão conversando para um possível fechamento.
Ao se colocar no lugar do cliente nesta situação, é evidente que o segundo tipo de vendedor seria o mais desejado. A este tipo de negociação dá-se o nome de venda consultiva, um conjunto de estratégias que podem ser aplicadas pelo seu negócio e resultar em uma série de benefícios já a curto prazo.
Continue a leitura para aprender mais sobre a venda consultiva, entender suas diferenças em relação às vendas tradicionais, como implementar em seu negócio e quais são as vantagens de tomar esta decisão estratégica.
Venda consultiva é uma metodologia que tem o objetivo de vender produtos ou serviços e, ao mesmo tempo, prestar uma consultoria ao potencial cliente – o “consultivo” do nome vem justamente daí.
O vendedor consultor é uma pessoa com pleno conhecimento sobre o que vende e, por este motivo, pode ajudar o cliente a resolver seu problema, visando entregar algo que realmente solucione as dores, desejos e necessidades daquela pessoa.
Em um jogo de palavras, podemos dizer que o vendedor consultivo não busca apenas ser interesseiro (no sentido de querer fechar a venda e ser remunerado por isso, mesmo que não seja o melhor para o cliente naquele momento), mas também interessante (ou seja, entregando a solução certa, no local certo e no momento ideal para o cliente).
O vendedor consultor torna-se um grande aliado de seu cliente, ajudando-o com informações estratégicas para suas necessidades.
Para facilitar a compreensão das características da venda consultiva e como ela se diferencia da venda tradicional, a tabela a seguir traz um comparativo. Confira:
Aspecto | Venda consultiva | Venda tradicional |
Abordagem | Abordagem como a de um consultor, que faz um diagnóstico do cliente e oferece a solução que mais faz sentido | Abordagem mais “agressiva”, oferecendo produtos que podem não ser os melhores para aquele cliente. naquele momento |
Foco | Garantir a satisfação do cliente e gerar valor desde o primeiro ponto de contato | Vender sem tanta preocupação com a assertividade do produto e com as necessidades do cliente |
Relacionamento | Visa a construção de laços duradouros, que podem permear a compra do produto ou serviço adquirido e continuar para futuras vendas | Visa uma transação pontual, que não necessariamente terá continuidade depois que o processo for finalizado |
Processo de decisão | Conta com a participação ativa do cliente, que toma sua decisão informado do que realmente está levando ao considerar aquela opção | O vendedor é que decide o que é o melhor para o cliente, mesmo que isso nem sempre se reflita na realidade |
Produto ou serviço geralmente oferecido | Produtos e serviços de maior ticket e complexidade, que demandam maior compreensão das dores, desejos e necessidades dos clientes para conseguir contornar suas objeções e ajudá-lo a tomar uma decisão consciente (por exemplo, projetos de consultoria e venda de imóveis) | Produtos e serviços “de prateleira”, mais convencionais e que não necessitam de tanta consideração dos clientes para a tomada de decisão (por exemplo, calçados e roupas tradicionais ou planos de telefonia para pessoas físicas) |
Note que o intuito aqui não é o de demonizar a venda tradicional, mas sim de mostrar que há diferenças relevantes entre ambas modalidades, cabendo a cada empresa definir a que faz mais sentido para suas necessidades e prioridades.
Há casos em que a implementação de uma estratégia completa de venda consultiva pode não fazer tanto sentido, já que o ciclo de vendas é mais curto, como quando falamos da venda de planos de telefonia para pessoas físicas, por exemplo. Uma breve demonstração dos recursos e valores costuma ser suficiente para boa parte das pessoas.
Porém, quando se pensa em algo de maior complexidade, como um projeto de consultoria, que demora vários meses e precisa ser bastante customizado para as necessidades de cada cliente, o papel do vendedor não será apenas o de “tirar pedidos”, mas sim de acompanhar, orientar e auxiliar em todo o ciclo de vendas.
Se você deseja melhorar sua gestão de relacionamento com o cliente e enxerga nas vendas consultivas uma boa oportunidade de colocar isso em prática, há uma série de benefícios que podem ser aproveitados por sua empresa, como os seguintes:
Sua empresa sabe a melhor maneira de abordar um cliente, o que significa que os processos de vendas podem ser diferentes de acordo com cada negócio. Porém, as seguintes etapas podem ajudar a construir este processo da venda consultiva:
Tudo começa ao entender o que o cliente realmente necessita. Faça perguntas abertas para compreender seus desafios, escute atentamente e anote os pontos-chave para usar posteriormente.
Depois, vale entender as áreas em que o cliente precisa de suporte. Ofereça insights relevantes sobre como o produto ou serviço oferecido podem resolver esses problemas.
Em seguida, é chegada a hora de mostrar como a solução atende às necessidades do cliente. O uso de provas sociais de outros clientes semelhantes que tiveram bons resultados ajuda a contornar objeções.
Nesta etapa, é importante enfatizar os benefícios e o valor agregado do produto ou serviço para além de seu preço de tabela. O ideal é que a oferta apresentada tenha diferenciais exclusivos para aquele cliente, na medida do possível.
É aqui que os negócios são fechados. Negocie as condições e formas de pagamento de modo que seja algo que alie a política comercial da empresa com o que for melhor para o cliente.
Por último, mas não menos importante, entra a parte do acompanhamento pós-venda, em que o vendedor consultivo pode ajudar tirando dúvidas e entregando outros conteúdos de valor. O cultivo deste relacionamento, inclusive, pode resultar em novos negócios, aumentando o ticket daquele cliente.
Automatizar tarefas e centralizar dados com CRMs e ferramentas de marketing aumenta a eficiência, oferecendo análise preditiva, segmentação de leads e insights em tempo real para decisões estratégicas.
A venda consultiva se aplica especialmente a setores com produtos complexos ou de alto valor agregado. Portanto, organizações de tecnologia, serviços financeiros e soluções empresariais encontram na abordagem consultiva um diferencial competitivo ao invés de meras transações.
Ademais, empresas que buscam fidelização e retenção veem resultados mais consistentes ao investir em diagnósticos personalizados.
Em muitos casos, a venda consultiva destaca‑se em cenários B2B, em que o processo de decisão envolve múltiplos stakeholders. Entretanto, setores B2C também podem se beneficiar quando o produto exige orientação técnica ou acompanhamento pós‑venda.
A seguir, alguns contextos ideais para aplicar essa estratégia:
A aplicação da venda consultiva varia conforme o ciclo de compra e o grau de complexidade do produto. Por exemplo, fabricantes de maquinário industrial realizam reuniões detalhadas com engenheiros para mapear requisitos.
Ao mesmo tempo, empresas de marketing digital conduzem workshops para entender objetivos de branding antes de fechar contratos. Esses casos ressaltam como a estratégia parte de um diagnóstico preciso, garantindo soluções que realmente atendem às demandas do cliente.
A opção pela venda consultiva surge quando o enfoque precisa ir além do preço e envolver valor agregado. Nesse cenário, não basta oferecer descontos; é preciso entender expectativas e desafios do comprador.
Por isso, sempre que a complexidade do produto ou serviço exige personalização, a venda consultiva supera a abordagem transacional. Além disso, equipes treinadas para diagnosticar permitem alinhamentos mais eficazes e reduzem objeções durante a negociação.
Em contrapartida, a venda tradicional costuma funcionar bem em produtos de baixo custo e ciclo de compra rápido. Contudo, quando as decisões envolvem risco elevado ou investimento significativo, o modelo consultivo traz maior segurança ao cliente.
Por exemplo, provedores de soluções de cibersegurança investem tempo em mapeamento de vulnerabilidades, enquanto modelos convencionais se limitariam a oferecer pacotes genéricos. Assim, a escolha entre ambos deve considerar o grau de personalização exigido.
A principal diferença entre venda consultiva e venda tradicional está no foco: transacional versus relacional. Enquanto a venda tradicional prioriza metas de curto prazo, a consultiva prioriza metas de longo prazo baseadas em resultados mensuráveis.
Essa distinção emerge no treinamento da equipe, nas métricas de performance e na forma de conduzir reuniões, impactando diretamente o grau de satisfação e retenção.
Os profissionais que atuam em venda consultiva precisam combinar competências técnicas e emocionais para criar empatia e confiança. Ainda, é fundamental dominar técnicas de questionamento que extraiam informações cruciais sobre o negócio do cliente.
Em seguida, a capacidade de apresentar soluções de forma clara e personalizada torna‑se diferencial. Além disso, é essencial estar sempre atualizado sobre tendências de mercado para oferecer insights valiosos.
A escuta ativa permite que o vendedor identifique necessidades explícitas e implícitas, garantindo que cada proposta reflita as demandas do cliente. Por exemplo, ao analisar um relato de desafio operacional, o vendedor deve reformular o problema antes de sugerir soluções, demonstrando compreensão e gerando confiança.
Estabelecer rapport cria um ambiente de cooperação, no qual o cliente se sente à vontade para compartilhar detalhes sensíveis. Assim, o vendedor constrói conexão emocional, facilitando a negociação. Esse processo envolve alinhamento de linguagem corporal, tom de voz e referências adequadas ao contexto do cliente.
Analisar dados e indicadores internos do cliente ajuda a fundamentar recomendações com base em fatos. Por exemplo, ao revisar relatórios de vendas anteriores, o consultor identifica padrões de comportamento que podem orientar melhorias em processos ou ofertas adaptadas.
Destacar os benefícios concretos antes do custo direciona o cliente para ‘o que ele ganha’, reduzindo objeções de preço e fortalecendo a visão de investimento estratégico.
A aplicação de princípios sólidos orienta todo o processo consultivo, assegurando consistência e qualidade na entrega de valor. Primeiramente, o uso de frameworks como o GPCT (Goals, Plans, Challenges, Timeline) estrutura a conversa, alinhando expectativas.
Em seguida, a abordagem de valor antes de preço garante que o cliente compreenda o retorno sobre investimento. Esses princípios, quando seguidos à risca, aumentam a efetividade das negociações.
O GPCT orienta a identificação de metas, planos, desafios e cronograma do cliente. Por exemplo, ao explorar objetivos de expansão, o consultor mapeia prazos e obstáculos, criando um roteiro claro para implementação de soluções.
Valorizar resultados tangíveis antes de discutir custo ajuda a mudar o foco do cliente do “quanto custa” para “quanto vou ganhar”. Isso reduz objeções relacionadas a preço e reforça a percepção de investimento estratégico.
A implementação exige planejamento e capacitação contínua da equipe, além de integração de processos internos. Antes de tudo, é necessário desenvolver um programa de treinamento que inclua role‑plays e avaliações de performance.
Então, a empresa deve ajustar processos de CRM para registrar cada etapa do ciclo de vendas. Finalmente, a liderança precisa monitorar indicadores-chave para assegurar que o método consultivo está gerando os resultados esperados.
Realizar workshops e simulações reais de atendimento prepara os vendedores para lidar com objeções e personalizar abordagens. Por exemplo, ao simular cenários de crise, a equipe aprende a adaptar discursos e oferecer soluções rápidas.
Configurar o CRM para capturar dados de diagnóstico, interesses e feedback do cliente permite um acompanhamento estruturado. Dessa forma, cada interação futura se baseia em informações precisas, elevando a qualidade do serviço e da retenção.
Para garantir eficiência, as empresas investem em sistemas que automatizam tarefas repetitivas e centralizam informações. Portanto, CRMs especializados oferecem funcionalidades de análise preditiva e segmentação de leads, permitindo um acompanhamento mais assertivo.
Além disso, ferramentas de automação de marketing e de relatórios gerenciais colaboram na geração de insights em tempo real.
Plataformas como Salesforce e HubSpot disponibilizam módulos de relatórios personalizados, facilitando o monitoramento de métricas como taxa de conversão e tempo médio de fechamento. Ademais, integrações com sistemas de comunicação garantem agilidade no follow‑up.
Medir resultados é essencial para comprovar o impacto da venda consultiva e ajustar estratégias. Assim, indicadores como taxa de conversão por etapa, ticket médio e ciclo de venda oferecem visão clara do desempenho.
Além desses, métricas de satisfação do cliente (NPS) e churn rate ajudam a avaliar a qualidade do relacionamento e potencial de retenção.
Esses indicadores permitem análises detalhadas, possibilitando ajustes precisos nas abordagens e garantindo que cada interação esteja alinhada aos objetivos estratégicos.
Identificar e evitar erros comuns é crucial para manter a eficácia da abordagem consultiva. Muitas vezes, as equipes focam excessivamente em técnicas sem compreender o contexto do cliente.
Além disso, a falta de acompanhamento pós‑venda pode comprometer a retenção e gerar insatisfação. Portanto, é importante documentar todas as interações e manter o cliente engajado mesmo após o fechamento do contrato.
Antes de destacar falhas, considere estes pontos críticos:
Evitar essas armadilhas fortalece a percepção de profissionalismo e aumenta a probabilidade de recomendações espontâneas.
Como dito no conteúdo, há negócios que são mais aderentes a este tipo de estratégia, enquanto outros são menos. Porém, independentemente de qual seja o seu segmento, é possível encontrar oportunidades de melhorar a forma com a qual se entra em contato com os clientes, fazendo com que cada ponto de contato seja uma entrega de valor.
Para que isso se torne realidade, conhecer a fundo seu cliente é essencial, e a SAX pode ajudar com isso. São mais de 12 anos de experiência e mais de 2 mil projetos realizados para empresas de diferentes segmentos do mercado, além de mais de 200 mil clientes ocultos espalhados por todo o território nacional.
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